quarta-feira, 12 de maio de 2010

O escafandro e a borboleta




Lançamento: 2007 (França) (EUA)
Direção: Julian Schnabel

Vamos agora conversar sobre um dos melhores filmes que já assisti. Pois garanto a quem for que não se arrependerá se assisti-lo. Tenho assim dito!
Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle. Inesperadamente, sofre de um derrame cerebral. E logo após acorda, lúcido mas apenas com o poder do movimento de seu olho esquerdo. Uma enfermeira que lhe ajuda, tomando uma maior paciência por este editor, o ajuda com um meio de se comunicarem: A cada piscada, representaria uma letra do alfabeto que ela teria ditado em sequencia. E assim, Jean descobre que ainda lhe resta uma das coisas mais importantes da vida (a quem ele próprio achava que tinha conhecimento de seu significado): sua imaginação e força de expressão. E o acidente lhe mostra, uma outra visão do mundo em sua volta... Uma reflexão que deveríamos fazer a nós mesmos: Não desperdice uma borboleta no meio a tanto escafandro.

4 indicações ao Oscar, 2 Globos de Ouro. Ganhou o BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado, além de ser indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Recebeu 7 indicações ao César. Ganhou os prêmios de Melhor Diretor e o Grande Prêmio Técnico, no Festival de Cannes.

Deborah V.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Almodóvar


O primeiro filme de Alomodóvar que vi fora “Má educação” na inocência do conhecimento do diretor desta película. Provocante, como qualquer filme deste: Almodóvar tornou o cinema espanhol mais aclamado desde a morte de Franco.
Má educação” (2004) acontece em torno de um padre, professor de literatura, que molesta seu aluno por ter prometido não expulsar seu amado Enrique. 
Forte, um escândalo! Mas genial.
Hoje, graças a este diretor, é possível fazer um filme como “A lei do desejo (1987)”, que, apesar do erotismo homossexual, se tornou modelo do novo cinema espanhol.
Tudo sobre minha mãe (1999) é inesquecível a quem assistir. Ele, como de perceptiva intenção sua, deixa o filme em um ponto de realismo inacreditável.
Penélope Cruz, que participa da maioria de seus filmes, está neste maravilhoso espetáculo. Em poucas cenas, como uma freira, mas nunca fora de atenção ao público.
Fale com ela (2002) é uma visão de amor que difere qualquer padrão. Entre um jovem, apaixonado, por sua paciente em coma.
Sua mais nova obra, “Abraços partidos” é formidável. Com, mais uma vez, Penélope Cruz em uma performance sem descrições. Digo que, é preciso ver a crer!